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 Entrevista:CHICO SCIENCE após o segundo álbum AFROCIBERDELIA

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MensagemAssunto: Entrevista:CHICO SCIENCE após o segundo álbum AFROCIBERDELIA   Ter 01 Jan 2008, 18:18

Brazilian Music Up To Date

CHICO SCIENCE

DO MANGUE PARA O MUNDO

A música brasileira vive um momento de renovação e fortalecimento em seu quadro geral, sem dúvida. Mas dentre os poucos que estão fazendo coisas realmente modernas e arrojadas como Daúde, Carlinhos Brown, Chico César, Skank ou Arnaldo Antunes, está o nome de Chico Science & Nação Zumbi ocupando um destaque bastante privilegiado.

Vindo lá de cima do Brasil, da cidade nordestina de Recife, capital de Pernambuco, Chico Science apareceu com uma mistura de sons do Nordeste que funciona como um dos melhores coquetéis sonoros dos últimos anos. A receita de seu som leva a base rítmica do maracatu, embolada, coco-de-roda e ciranda. Tudo isso recriado numa base pop/rock com vários tambores marcando o tempo da música sob uma guitarra ininterrupta como sinais de ondas emitidas por um satélite. E na frente a voz profética de Chico Science, discorrendo imagens poéticas típicas da literatura de cordel misturadas a temas urbanos e tecnológicos. Inserindo o Nordeste brasileiro num contexto menos folclórico e mais transgressivo. Colocando as excelentes e empolgantes manifestações musicais de Pernambuco no menu do dia da world music.

Desde que o movimento assim chamado mangue-beat surgiu em 1991, e tomou o Brasil de assalto, Chico Science & Nação Zumbi gravaram dois discos, Da Lama ao Caos (1994) e agora Afrociberdelia (Sony), tornaram-se uma das bandas de maior ascenção do momento no Brasil, tocaram com Gilberto Gil no Central Park (95), participaram do Montreux Jazz Festival (95), na Sala Miles Davis, fizeram shows na Alemanha, Holanda e Bélgica. E, à exceção de Montreux, este ano eles fizeram o mesmo trajeto Estados Unidos-Europa. O público de Chico Science, tanto dentro quanto fora do Brasil, cresce rapidamente. Seu som é moderno e empolgante. E mesmo para os brasileiros mais atentos aos sons mais criativos que se fazem atualmente no mundo todo, a música de Chico ultrapassa em muito boa parte do que está sendo considerado inovador nos Estados Unidos, Europa e outras partes. Chico Science está derrubando algumas fronteiras de idades e espaços musicais também. Grupos que habitualmente não misturam seus gostos são fãs de seu trabalho como metaleiros, rappers, roqueiros, os fãs de MPB.

Nesta entrevista exclusiva com Chico Science sem a Nação Zumbi, conversamos sobre o atual momento do grupo, o novo disco Afrociberdelia, a música brasileira, a carreira internacional, influências musicais, Internet, perspectivas, gravadora, shows, ensaios, arranjos e tudo que diz respeito à música propriamente dita. Esperamos assim contribuir para que o todos possam conhecer um pouco mais sobre esse talentoso grupo de jovens músicos brasileiros pernambucanos. Desde já fica registrado o convite para que nossos leitores mandem suas perguntas ao Chico Science como uma forma de mantermos esse bate-papo ainda por mais algum tempo. Que as coisas assim tomem os rumos que devem tomar.
Walter de Silva

Citação :
O NOVO DISCO AFROCIBERDELIA

O PESO DE AFROCIBERDELIA

O IMPACTO NO PÚBLICO

OS PAIS DO MANGUE BEAT

NO MERCADO BRASILEIRO

NA ESTRADA INTERNACIONAL

COM OS PÉS NO CHÃO

SEPULTURA & CARLINHOS BROWN

COM GILBERTO GIL

TALVEZ COM OUTROS MÚSICOS

MARACATUS E BRONCAS

AS MELHORES FAIXAS DE AFROCIBERDELIA

AS LETRAS DE CHICO SCIENCE

TRABALHO EM CONJUNTO

OS DESTAQUES MUSICAIS

O FUTURO DE CHICO SCIENCE & NAÇÃO ZUMBI

E O BRASIL?

CONVERSANDO C/ OS LEITORES DA UPTODATE


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MensagemAssunto: O NOVO DISCO AFROCIBERDELIA   Ter 01 Jan 2008, 18:21

O NOVO DISCO AFROCIBERDELIA

UpToDate – O que significa Afrociberdelia?

Chico Science – Afrociberdelia de África, o ponto de fusão do maracatu, da cibernética e da psicodelia. Afrociberdelia é um comportamento, é um estado de espírito, é uma ficção, é a continuação de Da Lama Ao Casos (primeiro álbum). Afrociberdelia é tudo isso. Que mais? É o nosso novo disco.

UpToDate – Qual a diferença do primeiro disco, Da Lama Ao Caos, para o segundo agora, o Afrociberdelia?

Chico Science – A diferença é que agora a gente teve um resultado bem mais maduro, de ter entrado em estúdio, a gente mesmo produzir junto com o Eduardo BID, que é um cara mais novo, um DJ. A gente conseguiu botar um peso no disco. O show tem um peso. E desde o início a gente tem essa preocupação. Eu acho que não só da gente mas das outras pessoas também que diziam que o show tem um peso que o disco não tem. Então a gente procurou dar um peso no disco, diferente do peso do show. O disco tem um peso de consistência, de cada coisa no seu lugar. Então obtivemos um bom resultado nesse disco. Não poderíamos falar em 100%, mas tivemos bons resultados. E está aí o Afrociberdelia, um disco acho que bem legal para hoje.


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MensagemAssunto: O PESO DE AFROCIBERDELIA   Ter 01 Jan 2008, 18:24

O PESO DE AFROCIBERDELIA

UpToDate – O Afrociberdelia tem peso mas, ao mesmo tempo, ele parece mais sofisticado que Da Lama Ao Caos, com passagens que lembram acid jazz e dance music. O que significa isso?

Chico Science – Um amadurecimento da banda, das viagens que a gente teve, das músicas que a gente escutou, da preocupação que a gente veio tendo depois do lançamento de Da Lama Ao Caos. De escutar o disco, fazer os shows, ver o que pode melhorar no nosso som, como dar uma timbragem nova aos tambores. O que é que a gente pode melhorar em tudo, no geral. Realmente nós demos uma sofisticada no nosso som mesmo. É por isso que obtivemos esse resultado bem legal e bem consistente do Afrociberdelia.

UpToDate – O que muda no som do Chico Science & Nação Zumbi, do primeiro para o segundo disco?

Chico Science
–Nós estamos no segundo disco. O primeiro disco é cru, bem linear, ele ultrapassou muitas fronteiras. Ele chegou a lugares que a gente não imaginava que ele fosse capaz de chegar. Cru do jeito que era. O nosso som é cru também, com esse lado da raiz, de tocar tambor, toca bumbo, largando a porrada em cima. Isso com o resto das coisas que a gente faz.


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MensagemAssunto: O IMPACTO NO PÚBLICO   Ter 01 Jan 2008, 18:24

O IMPACTO NO PÚBLICO

UpToDate – Vocês esperavam que a repercussão fosse acontecer dessa forma?

Chico Science – A gente esperava que fosse causar um impacto porque é um som diferente, é um jeito diferente de trabalhar com vários elementos. Uma musicalidade assim... A gente não imaginava que fosse atingir tanto assim e que teria um alcance tão longo. Nós sabíamos que tínhamos um satélite pequeno e que podíamos lançar. Não sabíamos que com tão pouca tecnologia, ele poderia ter um longo alcance. Foi surpresa pra gente também.

UpToDate – Vocês acrescentaram novos instrumentos nesse novo disco?

Chico Science –É a mesma formação. Acrescentamos bateria. O novo integrante, o cara que entrou na caixa, o Pupilo, ele é um bom baterista. E a gente não quis colocar muito a chegada da bateria, ela tem que entrar devagar. no disco, tem bateria em duas músicas, em “O Cidadão do Mundo” e “Corpo de Lama”.


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MensagemAssunto: OS PAIS DO MANGUE BEAT   Ter 01 Jan 2008, 18:27

OS PAIS DO MANGUE BEAT

UpToDate – O Chico Science criou essa nova escola musical pop chamada mangue beat?

Chico Science – Com certeza. É óbvio isso. Eu juntei os caras e peguei alguns percussionistas do Lamento Negro junto com os integrantes de uma banda que eu tinha, que era o Lostal. A gente juntou e fizemos o Chico Science & Nação Zumbi. Antes de tudo isso acontecer, eu fazia essas experiências junto com o Gilmar, que é do tambor. Ele tocava no Lamento negro, e a gente chegou para ensaiar e a descobrir coisas novas com o maracatu. Eu batizei essa coisa de resgatar os ritmos regionais e ligar isso à música pop mundial. Pegar esses elementos e botar com a guitarra, o baixo e usar o sampler, usar tecnologia. Eu dei o nome de mangue. Eu achei legal dar o nome de mangue por causa da cidade, por causa de uma poética que eu vivi. Um nome forte assim.

Já o (complemento) beat veio da mídia. Não só um conceito e uma atitude mas também a coisa da batida, de aceitar como batida também o mangue beat.
E daí partiu a coisa de movimento, do envolvimento com o Fred 04, do Mundo Livre, de trabalhar junto, de dividir as idéias. Aí eu fiz aquele release manifesto do início. A gente perdeu um pouco a direção da coisa porque cada um tem que trabalhar em um lugar, tem gravadora, tem show... E é muito difícil de se estruturar. A coisa vai crescendo e você vê que não segura o lance de centrar mais, de estar ali conversando, trocando as mesmas idéias desse núcleo que a gente fundou. Precisamos sair para se dedicar mais.

UpToDate – O mangue beat tem alguma manifestação social, como resgate da região?

Chico Science –Eu acho que essa tensão cultural é sofrida no Brasil inteiro. É uma questão de trabalhar os ritmos regionais. De você ter o que fazer e ter elementos para trabalhar. Não só no Nordeste como no resto do Brasil.
Essa foi a minha primeira idéia, foram os conceitos que vieram depois e na maioria deles criados por Fred.


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MensagemAssunto: NO MERCADO BRASILEIRO   Ter 01 Jan 2008, 18:28

NO MERCADO BRASILEIRO

UpToDate – Você acha que dá para fazer algo parecido em outras regiões do Brasil?

Chico Science – Com certeza, eu vejo isso. É uma questão da atitude de sair para rua e abraçar e ter um pouco de senso musical para trabalhar todos esses elementos aí. De qualquer região do país pode surgir uma coisa nova e legal, interessante para o mundo. Assim como surgiu a gente, como apareceu Chico Science & Nação Zumbi, Mundo Livre S/A, como a cena do Recife. Tem ainda Santa Bohemia, O Cavalo do Cão, Devotos do Ódio, Jorge Cabeleira, uma diversidade de bandas assim. Eu acho que essa garotada toda deveria estar gravando. É difícil pra caramba gravar um disco. A gente sabe dessa realidade. É difícil encontrar uma gravadora. Mas tem uma garotada que está afim de trabalhar e fazer isso também. E só eles mesmos é que podem fazer isso.

UpToDate – Você acha que o Chico Science & Nação Zumbi teve mais sorte que o Mundo Livre, por exemplo? Como você vê o fato de vocês estarem acontecendo?

Chico Science –A gente depende de sorte também, mas foi batalha. Primeiro de tudo tem que cair na estrada, e se você está a fim de fazer você tem que correr atrás. E tentar expandir o teu satélite, tentar cada vez mais, por exemplo, a expansão de memória do computador. Tentar carregar ele e dar um alcance maior. Para isso, muito trabalho, dedicação, diversão também, primeiro de tudo. Afrociberdelia é pura diversão. É começar a trabalhar com essa linguagem de ficção de contar uma história.

UpToDate – Como é que vocês caíram na Sony?

Chico Science –Foi a Sony que caiu na da gente. Acho que foi daquela vez que a gente apareceu no MTV Award, depois rolou o MTV No Ar. Foi quando as gravadoras viram que estava acontecendo alguma coisa nova ali e ficaram interessadas. Muitas gravadoras. Tivemos outras propostas de outros selos mas terminanos na Sony Music.


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MensagemAssunto: NA ESTRADA INTERNACIONAL   Ter 01 Jan 2008, 18:29

NA ESTRADA INTERNACIONAL

UpToDate – Vocês estão indo mais rápido para uma carreira internacional, tocando em Nova York, Montreux e outros países europeus, do que muitos outros artistas brasileiros até veteranos. Quais são os fatores desse sucesso?

Chico Science – Isso é pela característica do nosso trabalho, primeiro de tudo. Porque Da Lama Ao Caos foi um álbum que quando saiu a gente mandou o disco para todos os lugares que pudemos mandar. E foi o mercado da world music que nos abraçou. A gente começou a mandar material para vários festivais, o disco lançado começou a tocar nas rádios. Se falava ‘isso é batuque, isso não é batuque, o que é isso?’ Nós pensamos, ‘vamos espalhar’. É esse o nosso satelitezinho. É algo que com parafuso e outras coisas mais você faz e ele sai voando por aí. Aí vai caindo e você vai soprando, tentando botar pra frente .

Então atingiu vários lugares, vários países, chegou em vários canais. A galera foi olhando e passando, então foi um disco que atingiu um nível bem alto. Ele alcançou uma coisa que a gente nem pensava.

E isso foi bom pra gente. Foi gratificante receber faxes convidando a gente para os festivais, um atrás do outro e tudo confirmado. Aí nós já entramos naquela de se organizar.

No primeiro disco foi uma das coisas que afastou mais a gente de trabalhar junto, o movimento. Isso porque começou a expandir. O danado do satélite com os parafusos pulando e a galera apertando ali e segurando a onda. Uma coisa totalmente fora da gravadora. Nós fizemos por nossa conta. Depois que passou o período do lançamento do disco, de toda história de trabalho em cima do disco, nós corremos por fora. Foi isso.


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MensagemAssunto: COM OS PÉS NO CHÃO   Ter 01 Jan 2008, 18:29

COM OS PÉS NO CHÃO

UpToDate – Agora que a sorte está super-bem lançada, você acha que vocês podem chegar ao que o Sepultura chegou em termos de projeção internacional?

Chico Science – O Sepultura canta em inglês e a gente canta em português. A gente já conseguiu atingir, não onde o Sepultura chegou, claro, mas ainda tem muita coisa pra rolar. Estamos no segundo disco. A gente se preocupa em trabalhar na continuidade, sempre com o pé no chão, sempre com a consciência do que estamos fazendo. Que é legal está participando, estar colaborando.

Nós precisamos nos estruturar mais. Bem mais estruturados, nós poderíamos viabilizar melhor nossas idéias, de expandir mais e de atingir. Mas eu acho que estamos chegando lá. Acho que o Sepultura é uma banda muito legal, eu acho que o que os caras conseguiram fazer em atingir um grande público, isso foi muito bom.


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MensagemAssunto: SEPULTURA & CARLINHOS BROWN   Ter 01 Jan 2008, 18:31

SEPULTURA & CARLINHOS BROWN

UpToDate – Em seu último disco, o Sepultura se aproximou um pouco do tipo de som que vocês fazem, principalmente na faixa “Ratamahata” com o Carlinhos Brown. E nesse seu segundo disco, o Afrociberdelia, o som está um pouco mais pesado. Existe uma certa proximidade?

Chico Science – Eu acho que os caras (Sepultura) se deixaram perceber. É a consciência de fazer o que é legal. De dizer, porra isso é bom. Trabalhar com uma coisa que está sendo notada. Foi o sentimento dos caras, eles sacaram que tinham que fazer aquilo, usar elementos afrobrasileiros, os elementos da música, da cultura, do índio, de toda nossa história sócio-político cultural. De resgatar isso, em tudo tem uma história. Tudo tem uma ligação.

E a gente mexe e balança isso tudo para chegar a um resultado. E as pessoas percebem essa coisa, então acho que é o sentimento dos caras. Eles viram isso também no som da gente. A gente gostam também de um peso. O Da Lama Ao Caos também tem um peso. E a gente também gosta muito do Sepultura.

Então essa coisa eu chamo de ‘musicracia’. Que é justamente se entender e haver essa troca. Se deixar sentir e dar sentido à música. Eles captaram o que a gente também vêm sentindo. Isso é muito legal porque, pelo menos, você não está sozinho. Tem outras pessoas pensando como você, e isso fortalece cada vez mais as idéias. E de querer avancar mais.

Já escutei o disco dos caras (Roots Bloody Roots) e é muito bom, muito legal. Pretendo um dia trabalhar junto com o Sepultura e fazer umas histórias.

UpToDate – É o mesmo fortalecimento deles terem trabalhado com o Carlinhos Brown.

Chico Science –O Carlinhos Brown está muito legal nesse casamento com os caras do Sepultura. Com os batuques e tudo mais. O Igor também é muito bom, é um demolidor, e foi muito legal.


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MensagemAssunto: COM GILBERTO GIL   Ter 01 Jan 2008, 18:33

COM GILBERTO GIL

UpToDate – É que nem o Gilberto Gil que entra no teu disco com aquela energia que ele tem. O Gil até recupera um certo peso com você. Como aconteceu esse trabalho com ele?

Chico Science –O negócio com o Gil aconteceu lá no Central Park. Ele sabia que a gente iria tocar lá, aí ele pediu para tocar no mesmo dia que a gente. A gente não se conhecia ainda. Eles se animaram para fazer uma tarde brasileira e então colocaram a gente com o Gil no mesmo dia. A gente conversou e tudo, o que iríamos tocar, nada junto, vamos abrir. E quando chegou na hora rolou algumas coisas de improviso. A galera já tem uma coisa ali de embolada na veia. Rolou uns improvisos, o “Carangueijo Sa”. O público delirou, ele se entusiasmou, fiquei emocionado pra caralho. Depois na volta, quando rolou o lance no 1º Vídeo MTV Awards Brasil. O pessoal de legal falou ‘por que não fazer com o Gilberto Gil?’. A gente nem tinha tocado “Macô”, a música que está no disco com ele. Mostrei a música que tinha a ver, então a gente fez um ensaio um dia antes. Aí rolou a coisa, que ficou tão legal que a gente pensou ‘vamos pôr no disco’.

UpToDate – E depois do disco?

Chico Science –Depois do disco... já foi. Agora vamos partir para outra.


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MensagemAssunto: TALVEZ COM OUTROS MÚSICOS   Ter 01 Jan 2008, 18:34

TALVEZ COM OUTROS MÚSICOS

UpToDate –Isso deu um crédito para vocês, assim como dá para aqueles que trabalham com os grandes papas da música brasileira. Deu vontade de se aproximar de outro nome da MPB?

Chico Science –Eu acho isso muito legal essa coisa de se aproximar dos grandes nomes da MPB. Não acontece muito aqui no circuito, porque é legal juntar essa coisa. É legal calcar uma música do Fellini. Poxa, vou deixar que se passe dez anos para depois falar ‘ah, não sei o quê’. É legal? Então vamos falar do que é legal. Se João Bosco falou uma frase legal, vamos samplear. Se Caetano tem uma coisa legal também, vamos samplear.

Quantas pessoas gravaram “Sexy Machine”? Quantas pessoas samplearam James Brown? É preciso haver isso aqui dentro, é preciso fortalecer essa coisa de trocar. Às vezes, as pessoas ficam se vigiando muito aqui. ‘Ah, aquele tá tocando com não sei quem? O que será que ele tá fazendo?’ Pô, vamos tocar, vamos fazer história. Tem uma garotada que vem aí e que precisa forrar o tapete para mostrar que se tem um universo de coisas para se trabalhar. A garotada que vem aí tem que samplear esses caras. Tem que retrabalhar o samba. E não tem essa coisa de fazer o que as gravadoras querem que se faça. Ele ter que fazer o que as rádios querem tocar. Não pode. As rádios é que tem que tocar os nossos sentimentos, as nossas coisas, as nossas emoções, o Brasil. Pô, os caras tem que sentir isso também.


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MensagemAssunto: MARACATUS E BRONCAS   Ter 01 Jan 2008, 18:35

MARACATUS E BRONCAS

UpToDate –E quanto a essa homenagem ao Jorge Mautner em seu disco, tem três remix de “Maracatu Atômico”?

Chico Science –Bem, isso foi uma idéia da gravadora de colocar esses três remix. Eu nem sabia que ia rolar esses remix. Tem a faixa original e as outras três. (pensativo) Não gostei.

UpToDate – Por que?!

Chico Science –Porque eu nunca fui consultado para rolar os remix do disco. Tinham outras coisas para acertar. Não vamos começar a embolar as coisas assim. O disco sai assim e eu não posso fazer nada. Mas que eu quero, eu não quero.

UpToDate – O que você mais gostou das versões de “Maracatu Atômico”?

Chico Science –É difícil falar porque eu tinha outras idéias para fazer um remix. Esse disco novo nós fizermos com o BID, que é um cara mais novo, nosso amigo, fizemos as experiências no estúdio... “Pô, vamos produzir.’ Produzimos porque a gente estava com tudo na mão. A gente estava vivendo a emoção ali das músicas prontas, de estúdio, de descobrir as coisas. Seria difícil para nós pegarmos um produtor de fora. Esse é um processo bem mas demorado. E a gente queria fazer porque queríamos arriscar também.

Então o remix era uma das coisas que a gente também queria fazer. E que tinha outras pessoas interessadas em fazer, e bem legais e interessante de fazer o remix. E a gravadora colocou os remix sem estar nem aí. Não é legal isso, isso é errado. Faz um single com o remix e deixa o meu disco quieto, com a nossa concepção, com o que a gente fez no disco.


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MensagemAssunto: AS MELHORES FAIXAS DE AFROCIBERDELIA   Ter 01 Jan 2008, 18:37

AS MELHORES FAIXAS DE AFROCIBERDELIA

UpToDate –Quais outras faixas do disco que você ressaltaria?

Chico Science
–Eu gosto de “Um Passeio no Mundo Livre”, que é bem legal, “Satélite na Cabeça”, a versão de “Maracatu Atômico”, tentando colocar essas loas do maracatu. Sei lá, todos os temas são legais. Todos os temas tem um baião ambiental dub. Isso pra mostrar o quanto a gente pode pegar as coisas e trabalhar em cima. “Etnia”, por exemplo. Mas eu gosto de todas. O “Mateus Enter”, que abre o disco. O Mateus é um personagem de maracatu. E o Mateus só chega para brincar, zoar, aperriar, falar sobre tudo num universo de idéias de zombeteiro. E o “Mateus Enter” é uma coisa de um Mateus mais tecnológico. O enter é a entrada do Mateus. (Cantando) Eu vim com a nação Zumbi / Ao seu ouvido falar / Quero ver a poeira e muita fumaça no ar / Cheguei com o meu universo e aterriso no seu pensamento /. Aí fala aquela coisa de Pernambuco. / Pernambuco embaixo dos pés e minha mente na imensidão /.

Que é justamente o tratamento desse personagem cultural do Mateus, mas uma coisa que fala também da proporção que pode tomar a cultura popular.


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MensagemAssunto: AS LETRAS DE CHICO SCIENCE   Ter 01 Jan 2008, 18:39

AS LETRAS DE CHICO SCIENCE

UpToDate –Como você define as letras? suas letras têm a ver com a literatura de cordel, típica do Nordeste brasileiro? Aquela coisa apocalíptica do sertão?

Chico Science –Tem muito a ver com isso. Tem de um lado o Zé Limeira, um lado absurdo do absurdo, o jeito também de cantar. Quando se fala (cantando “Maracatu Atômico”) / atrás do arranha-céu tem o céu / tem o céu / e depois tem outro céu /. É do jeito de um aboio (vocal nordestino), de um embolador, de um cantador de viola, de uma loa de maracatu. Eu me interessei por “Criança de Domingo” (dos ex-Fellini, Ricardo e Cadão) porque parece com as loas de maracatu, parece que vai repetir / Eu sábado vou rodar /. Aí todo mundo repete / Eu sábado vou rodar / Criança de domingo / Crianca de domingo / Sem sabe guiar / Sem saber guiar / Criança de domingo. Aí todo mundo / Criança de Domingo /. Quando eu escutei a música parecia que ia entrar um mural depois. Porque ele termina a loa / Criança de domingo / o pessoal replica e aí entra a batucada. Aí para a batucada e continua a loa. / Amanhã tem mais / Amanhã tem mais / Faça chuva ou Sol / Amo o meu domingo /. Você já ouviu o Zé Limeira do Mestre Ambrósio? É um clipe que passa na MTV. Quando ele canta / Se Zé Limeira sambasse maracatu /, e aí todo mundo responde. Foi isso que eu vi em “Criança de Domingo”. Só que não rolou um maracatu. Mas é a coisa da loa, do jeito de cantar.


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MensagemAssunto: TRABALHO EM CONJUNTO   Ter 01 Jan 2008, 18:39

TRABALHO EM CONJUNTO

UpToDate –E como são feitos os arranjos de percussão?

Chico Science –No primeiro disco eu trabalhei esses arranjos. Trabalhei bem mais que os caras (da banda) porque eu já vinha com a concepção de umas músicas. E nesse disco agora, está bem mais maduro porque teve a colaboração de todos, todos mais juntos e unidos. Todo mundo escutou um som diferente lá fora (do Brasil). Todo mundo está morando junto ainda, se despreendendo e se estruturando. Então está todo mundo (da banda) escutando o mesmo som em casa. Então esse segundo disco foi um trabalho em conjunto de todos para conseguir esse resultado. Isso foi muito legal.

Mas as composições das letras parte mais de mim. O Jorge também escreve. Eu preciso sentar com o Fred (Mundo Livre) para fazer algumas coisas.

UpToDate –Vocês fariam alguma coisa com músicos estrangeiro, em show ou disco?

Chico Science –Eu acho interessante sim. Eu faria com certeza. Eu faria com as pessoas que tivessem mais a ver com a gente. Se o Michael Jackson chamasse a gente para fazer uma história, pô isso não teria nada a ver. Eu acho que eu não iria. Mas existem tantos outros artistas bem legais e com idéias afins. Antigamente o João Donato tocava com não sei quem, o João Gilberto com outro. Teve uma galera de jazz que se envolveu com o pessoal da bossa nova. E o pessoal ainda faz essas trocas. É legal fazer essas jam sessions.


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MensagemAssunto: OS DESTAQUES MUSICAIS   Ter 01 Jan 2008, 18:41

OS DESTAQUES MUSICAIS

UpToDate –Quem é que você destaca na música brasileira hoje?

Chico Science –Mestre Ambrósio, que eu acho demais, muito legal, as letras e a musicalidade dos caras. O Mundo Livre também, o Fred 04. Sei lá, um monte de gente. Gosto do (Gilberto) Gil... Os mais velhos são os mais velhos, os mais novos são os mais novos, e a gente junta tudo e vira uma Afrociberdelia.

UpToDate –E quem é que você curte no cenário internacional?

Chico Science – Tem muita coisa nova rolando. Essa coisa de juntar, essa coisa da musicracia. Hoje em dia você vê paquistanês com os ingleses, marroquinos com americanos... Tem os caras do Fundamental, dos asiáticos com americanos. Essa coisa é legal. Eu acho que o Brasil e o Nordeste tem muita coisa para trabalhar com essa troca de violas.

UpToDate –Você acha que esse é o futuro da world music?

Chico Science – Com certeza. A world music foi o mercado que nos abraçou. Eu acho que através disso a gente conseguiu chegar em outros canais da música pop mundial. Trabalhando isso você consegue. Tem mais é que pegar essas coisas aí e usar porque, com certeza, rola uma coisa legal.


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MensagemAssunto: O FUTURO DE CHICO SCIENCE & NAÇÃO ZUMBI   Ter 01 Jan 2008, 18:45

O FUTURO DE CHICO SCIENCE & NAÇÃO ZUMBI

UpToDate –Como você vê o futuro do Chico Science & Nação Zumbi?

Chico Science –Rapaz, do segundo disco, para ver o restante do caminho tá fogo. Mas, estou voltando hoje e vou ensaiar com a galera. Mas, eu não sei. Eu vejo uma progressão do nosso som, eu acho que ele vai crescer. Ainda tem umas coisas para acontecer. Vamos com calma. ‘Devajar’ (devagar), como dizem os gringos. É devagar.

UpToDate –Como é que se mantém a banda funcionando? Você acha que o sucesso pode atrapalhar ou acomodar o processo criativo?

Chico Science –É muito difícil manter a banda funcionando. É duro. Somos oito e temos dificuldades para viabilizar as coisas, os shows... Mas estamos sempre passando por cima, sempre fazendo por onde viabilizar, fazendo sempre as coisas que a gente gosta... Fazendo com que a gente fique bem com o que a gente está fazendo porque é difícil trabalhar com todo mundo.

Na questão estrutural, no Brasil, não estamos passando por uma boa fase.


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MensagemAssunto: E O BRASIL?   Ter 01 Jan 2008, 18:46

E O BRASIL?

UpToDate –O que você acha do Brasil? Por exemplo, em termos do mercado fonográfico?

Chico Science –Eu acho que quem vê o mercado fonográfico é o mercado fonográfico, são as pessoas que fazem. A gente está absorvido nesse meio todo, então já sabemos como funciona. Quem obtem esses resultados e quem usufrui mais disso tudo é o mercado fonográfico mesmo. Às vezes se tem boas intenções, mas depois péssimas intenções. Então você fica no meio dessas coisas, dessas idéias meio sinistras do mercado fonográfico junto com a mídia e tudo mais. Eu acho que tem que driblar isso aí e afastar isso de você porque isso é como uma doença. A gente tem que procurar fazer as coisa boas pra gente... Procurar ficar bem, estar bem e trabalhar bem, esse é o nosso negócio no mercado fonográfico.

E para as outras bandas, o pessoal que quer mostrar o som, eu acho que gravar um disco não é tudo. Ainda tem muita que o mercado fonográfico poderia fazer além de gravar um disco. O disco é um registro da sua emoção e das suas idéias, e é o que muita gente quer fazer. Mas os independentes estão aparecendo, estão nascendo os satelitezinhos aí. Tentando registrar as pequenas bandas e todo mundo que está afim de tirar um som e driblar esse mercado vicioso. É triste mas vamos lá!


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MensagemAssunto: CONVERSANDO COM OS LEITORES DA UPTODATE   Ter 01 Jan 2008, 18:47

CONVERSANDO COM OS LEITORES DA UPTODATE

UpToDate O que você acha da imprensa brasileira?

Chico Science –Eu acho que todo músico e banda tem que sabe trabalhar com a imprensa também. Tem que saber como interagir na imprensa. É difícil porque não é você que está escrevendo, são outras pessoas. Então é um meio onde existe muitas informações, então quando você passa eles te colocam num caminho. Você tem que ir saindo disso. Fazendo aquilo que tu quer no meio de tudo que eles querem. São essas coisas que a gente já sabe.

UpToDate –Vocês da banda topariam bater um papo com nossos leitores na Internet, sobre essa entrevista?

Chico Science –Orra, eu topo. Legal, legal. Comecei a navegar um pouquinho. Eu acho a Internet legal demais. Eu não sei as complicações, as exceções, o que é que vai causar daqui há um tempo. Mas é um bom canal, pena que ainda não acessado por muitos, para se trocar e pescar algumas coisas. É uma rede (de pescar) cheia de pescadores virtuais. Eu acho isso muito legal. Talvez haja bem mais sentido a tela de um monitor para você ver e para você puxar coisas dela do que a televisão. A Internet é a sua tela onde você pode interagir. Na televisão você só recebe. Na Internet você tem um pouco de domínio sobre ela, e liberdade para poder navegar e ver, fuçar, mexer que algo é bom pra mim. Trocar uma idéia eu acho bem mais interessante. Falo hoje, amanhã eu digo o resto.


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MensagemAssunto: Créditos   Ter 01 Jan 2008, 18:49

Créditos a Brazilian Music Up To Date
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MensagemAssunto: Re: Entrevista:CHICO SCIENCE após o segundo álbum AFROCIBERDELIA   

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Entrevista:CHICO SCIENCE após o segundo álbum AFROCIBERDELIA
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